Escrito por Jaime César Sex, 18 de Maio de 2012 17:25

Adam Lambert é timidamente ousado, ma extremamente divertido em Trespassing

Existem poucos artistas tão interessantes quanto Adam Lambert no pop atual. Desde sua participação no American Idol, Lambert, com sua voz impressionante, chamou a atenção até dos caras do Queen, com quem já se apresentou algumas vezes. Em seu álbum de estréia, For Your Entertainment, Lambert flertou com um pop/ rock barulhento e divertido, provando que tinha bala na agulha, e que a galera estava certa em apostar nele. Com Trespassing, seu mais novo trabalho, Adam Lambert deixa de ser uma promessa e se joga num caldeirão fumegante de influências ainda que com alguns pudores ou hesitações.
Não precisa mais que dois segundos para sacar o potencial de Trespassing. A faixa-título abre o disco com um chute na porta, com batidas precisas mescladas às sonoridades do pop e do rock dançante com um ritmo bem marcado. A partir daí, Trespassing se entrega a uma sequência matadora de hinos de pistas. Cuckoo brinca de ser hair metal dos anos 1980, o bate-estaca de Nile Rodgers dá um embalo irresistível a Shady, David Guetta ficaria orgulhoso da dançante Never Close Your Eyes. E isso é quando o álbum aposta no certo, sem ousar muito.
Quando resolver entregar algo diferente, Trespassing se joga na funk music e sai de lá com a sensacional Kickin In, que não é só a melhor música de Adam Lambert até agora, como concorre fácil para ser uma das melhores do ano. Outro ponto alto do álbum é a ótima balada Outlaws of Love, uma pausa na correria de Trespassing com uma letra bem interessante. Underneath também surpreende com uma letra, que apesar de soar repetitiva, tem um grande efeito. O mesmo pode se dizer de Better Than I Know Myself, que mais parece uma continuação de Whataya Want from Me, o que já é dizer muito.
Ainda que seja um trabalho muito bem acabado, faltou a Trespassing um pouco mais de coragem de apostar em sons inusitados como Shady e Kickin In. Não que o repertório de Trespassing não seja suficiente para dançar a noite toda, ele é, mas com um pouco mais de ousadia a festa ia ser muito mais legal.
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Escrito por Jaime César Qui, 17 de Maio de 2012 09:02
Vocês lembram de todas as coisas que fizeram Glee virar um fenômeno da cultura pop? O humor por vezes ácido, por vezes nonsense misturado com momentos dramáticos bem defendidos? As intrigas que podem surgir num clube de coral? A busca pelos sonhos juvenis? Então, se você estava sentindo falta de alguma dessas coisas, alegre-se. Props e Nationals, os dois episódios exibidos em sequência nesta semana trazem Glee de volta ao seu auge, com momentos memoráveis e deliciosos, hilariantes e emocionantes.
Ainda que sejam episódios independentes, Props e Nationals funcionam perfeitamente como complemento um do outro. Props começa com Rachel ainda inconformada com seu fracasso no teste da NYADA. Disposta a tentar conseguir ingressar na instituição uma última vez, Rachel faz de tudo para convencer a reitora Camen Tibideaux a comparecer as competições nacionais para vê-la se apresentar. Enquanto isso, Tina se revolta contra sua posição secundária no clube do coral, e Puck e Beiste encontram um inesperado apoio um no outro enquanto encaram seus fracassos.
Props foi de cabo a rabo um episódio Ian Brennan. O estilo "nonsense encontra drama" permeou todo o episódio. Se num segundo, Props mostrava Kurt e Blaine fantasiados de Snooki e The Situation para o Halloween, no outro, Beiste e Kurt enfrentavam momentos de grande carga dramática. Tudo muito bem dosado. E vale ressaltar mais uma vez a sensacional performance de Dot Marie Jones, encerrando o arco dramático iniciado por Beiste em Choke de forma magistral. A cena em que ela finalmente encara seu marido agressor foi de uma força pouca vezes vista em Glee, e a interpretação de Dot Marie Jones a melhor que a série já exibiu até agora. Mesmo.
A grande vedete de Props, no entanto, foi a trama da troca de corpos envolvendo os integrantes do clube do coral, que foi simplesmente um dos momentos mais hilários da temporada. Depois de bater a cabeça, Tina alucina que trocou de corpo com Rachel, e por consequência, toda a galera do clube do coral entra na onda. A grande sacada de Props foi não estender a troca de corpos por mais tempo do que devia. Ocupando apenas um bloco, a trama ficou no ar tempo necessário para manter a surpresa com os corpos trocados (Artie virou a Santana, exemplo) e para colocar os pingos nos "is" na relação de Tina com o New Directions.
Com tudo acertado, o New Directions parte para a competição nacional. Diferente da temporada passada, onde Nova York foi o grande personagem do episódio dedicado a competição, Nationals se concentrou nas performances em si. O que foi muito bom. O New Directions fez uma apresentação bem melhor do que aquela mostrada temporada passada. Edge of Glory, cantada pelo Troubletones, ficou aquém do que eu esperava. Mas Rachel fez Celine Dion sentir vergonha da versão original de It's All Coming Back to Me Now, e Paradise to The Dashboard Light entrou pro hall dos momentos épicos das séries, se igualando a Bohemian Rhapsody, que o Vocal Adrenaline apresentou na primeira temporadada.
O grande concorrente do New Directions, Vocal Adrenaline deixou um pouco a desejar em sua apresentação. Diferente do que aconteceu na primeira aparição de Unique (com uma versão matadora de Boogie Shoes), as performances dela neste episódio foram ou fracas (Starships) ou apenas corretas (Pinball Wizard). Pelo menos Unique sinalizou que pode dar as caras no McKinley High na próxima temporada, e eu sinceramente estou torcendo para que isso aconteça.
Sendo a série essencialmente sobre perdedores, eu fiquei me perguntando se eu queria mesmo ver a galera do coral saindo vencedora, mesmo que fosse uma única vez. Não seria anticímax ver tudo dar certo (como na verdade deu)? Talvez até fosse, não tem como negar que foi revigorante ver o New Directions sendo saudado pelos alunos do McKinley, os copos de slushies se transformarem em objetos de comemoração e não de humilhação, e Will finalmente sendo reconhecido por tudo de bom que ele fez. Foi o momento de lavar a alma, e chora um pouquinho também, por que não?
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Escrito por Jaime César Qua, 16 de Maio de 2012 17:36
Assassino de policiais. Vinganças do passado. Dramas pessoais. Joe de volta. E Shellburne é... Teve tudo no episódio final da ótima segunda temporada de Hawaii Five-0. Ua Hala resumiu em pouco mais de quarenta minutos todas as qualidades ampliadas pela série nesses últimos 22 episódios, e abriu caminho para uma nova temporada instigante.
Logo no início, Steve e os outros membros do Five-0 apareceram sendo seguidos por alguém. Quando logo após, Fryer – em sua derradeira participação - cai numa emboscada e é morto a sangue frio, o alarme é soado. Vem chumbo grosso por aí. Entre pequenos vislumbres de que Danny está se metendo numa batalha judicial, Chin está feliz com a mulher, e Joe voltou decidido a contar toda a verdade sobre Shellburne, o Five-0 deixa seus compromissos de lado e vai ter com Max na cena do assassinato de Fryer. O que se segue daí é uma perseguição no melhor estilo Five-0 com a assassina conseguindo ferir Max e escapar do resto da equipe. Mocada dentro do Departamento de Polícia de Holulu, a assassina faz McGarrett de besta e, literalmente, manda o lugar pelos ares.
A correria desses momentos, nos leva a descoberta de que ela estava trabalhando para Frank Delano, o policial corrupto que Kono ajudou a colocar atrás das grades ao trabalhar infiltrada. O motivo nunca fica claro. Pode ter alguma coisa a ver com vingança, ou é um favor. Na verdade não importa. O que importa é que moça incorpora o Rambo e sai destroçando quem achar pelo caminho, sendo o veterinário de um Petshop sua última vítima. A moça só para quando McGarrett lhe crava dois tiros no peito, acabando com a ânsia assassina da sujeita. Mas esse claro não foi o fim.
Enquanto Steve viaja de novo para o Japão com Joe para enfim ver quem é Shellburne – sua própria mãe -, e Danny comunica a Rachel que vai lutar na justiça pela guarda de Grace, Chin tira Delano da cadeia com a promessa de que ele deixará Kono em paz, mas quebra o cara. Delano faz Chin escolher entre Kono e Malia, sua esposa. Ele só tem tempo de salvar uma. O motivo de Delano, na verdade, é bem bobo: como ele, Chin também foi considerado um policial corrupto, mas enquanto Delano foi parar na cadeia, Chin conseguiu limpar seu novo. Enfim, não convenceu tanto. De toda forma, aparentemente, Chin escolhe salvar sua esposa, Malia, e a Kono foi jogada ao mar, com as mãos e pés amarrados, se afogando lentamente.
O desfecho disso, bom, aí só temporada que vem. Temporada essa que eu vou aguardar ansiosamente, porque depois de tudo que Hawaii Five-0 mostrou na temporada atual, as coisas só tendem a melhorar.
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Escrito por Marina Ofugi Ter, 15 de Maio de 2012 16:33

Torturas e muita violência na emocionante saga de Shin Dong-hyuk
Viver em um país sob uma ditadura não deve ser nada fácil. Agora, imagine, nascer neste país, mas dentro de um campo de prisioneiros políticos, vivendo toda a sua vida lá. Sofrendo maus tratos, trabalhando forçadamente, sendo ignorante em relação a tudo o que acontece além das cercas do campo. Esta foi a vida de Shin até aos 23 anos, quando conseguiu fugir. Toda a sua trajetória é relatada pelo jornalista Blaine Harden no livro Fuga do Campo 14.
Os relatos de Shin sobre a vida no campo é de deixar os cabelos em pé. Crianças são torturadas sem piedade, a alimentação precária (mingau e sopa diariamente) deixa os prisioneiros mau nutridos e suscetíveis à doenças, o trabalho árduo é imposto com duras punições de quem não cumpre as metas. Os terríveis castigos e o clima de repressão criam um ambiente hostil entre os prisioneiros e até mesmo entre os próprios familiares. Afinal, as consequências de quem não delata outro prisioneiro que infringe as regras podem levar ao fuzilamento por cumplicidade. Um lugar onde uma criança assolada pela fome é espancada até a morte por roubar alguns grãos de milho pode parecer irreal a nossa cultura, um cenário de filme de terror. Mas a existência de campos de prisioneiros na Coreia do Norte é comprovada e eles estão lá há muitos anos. No entando o mundo parece que continua a ignorar o sofrimento da população norte-coreana.
O pior disso tudo é que Shin nada fez para estar preso. A política do governo, que pune até três gerações da família pelo crime de traição, colocou Shin, seus pais e seu irmão no campo por causa de um tio desertor. E esse campo era tudo que ele conhecia. A violência que sofria e a submissão aos guardas era uma coisa natural. Seu desejo de fuga só começou a se desenvolver quando ele conheceu um prisioneiro que veio de fora e tinha um vasto conhecimento do mundo.
A extraordinária fuga (que contou muito com a sorte em diversos aspectos) e muito da sua adptação na sociedade é descrita no livro. A edição também traz desenhos de Shin na vida do Campo 14 além dos mandamentos básicos do lugar (assustador). É, de fato, uma leitura incômoda, e por isso mesmo necessária.
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Escrito por Jaime César Ter, 15 de Maio de 2012 11:28

Glee vai usar todas as suas armas para continuar chamando a atenção do público com a saída de boa parte de seu elenco original na quarta temporada. Além de Lea Michele e Chris Colfer já estarem assegurados nos novos episódios, duas convidadas de peso já foram confirmadas no elenco, assim como mais um episódio-tributo logo no início da temporada.
Britney Spears, que foi confirmada ontem como uma das juradas do The X Factor, vai ganhar mais um episódio dedicado a ela na nova temporada de Glee. Depois do divertido Britney/Brittany (um dos episódios mais assistidos de Glee), o segundo episódio da quarta temporada continuará as homenagens a Queen of the Bitches. Mas ao contrário do que aconteceu em Britney/Brittany, o episódio não será focada na Brittany (Heather Morris). Oito músicas farão parte do episódio, que ainda não tem data para ir ao ar.
Enquanto a galera do McKinley se joga na música de Britney, Rachel e Kurt terão mentoras de responsa em suas tentativas de serem bem-sucedidos na Broadway. Recentes informações dão conta de que Kate Hudson irá ajudar Rachel em sua jornada, e Sarah Jessica Parker fará o mesmo com Kurt. Kate Hudson está confirmada em pelo menos 6 episódios da nova temporada.
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